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RELAÇÕES COMERCIAIS ENTRE BRASIL – AMÉRICA CENTRAL

Relações comerciais e de investimentos entre o Brasil e a América Central

As relações comerciais entre o Brasil e os países da América Central (Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá) são caracterizadas por termos de cooperação técnica, promoção do desenvolvimento e diversificação do comércio.

Em 2010, o Brasil exportou cerca de US$ 1,24 bilhões de dólares para países da América Central e importou US$ 431 milhões de dólares. De 2009 a 2010, as exportações brasileiras para a América Central aumentaram 25% e as importações provenientes da região aumentaram 27%. Durante este período, Panamá e Costa Rica foram os principais parceiros comerciais do Brasil. Adicionalmente, as empresas brasileiras têm investido fortemente na região, e estão desenvolvendo notória infra-estrutura em todos os países da América Central.

Existem dois principais acordos comerciais na América Central que visam aumentar o comércio e aumentar a integração entre os países da região: SICA (Sistema da Integração Centro Americana) e CAFTA-DR (Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana). Além disso, a maioria dos países da América Central tem acordos comerciais com o México e Taiwan. Costa Rica, por exemplo, tem um acordo de livre comércio com a China.

O Sistema de Integração Centro Americana (SICA), que inclui Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá, foi criado com o objetivo de reduzir as barreiras comerciais entre seus membros. Adicionalmente, a República Dominicana é um país associado ao acordo, enquanto Argentina, Brasil, Chile e México são observadores regionais e Alemanha, Itália, Japão, Espanha e Taiwan são observadores extra-regionais. Em outubro de 2004,  MERCOSUL (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e SICA iniciaram discussões para fortalecerem as relações comerciais mútuas entre os seus respectivos signatários.

O CAFTA-DR é outro importante acordo regional, que inclui a Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, República Dominicana e Estados Unidos como membros. O acordo foi assinado em 2004 com o objetivo de estimular a expansão e a diversificação do comércio entre os seus membros, eliminando as barreiras comerciais e facilitando a circulação de bens e serviços, aumentando, com isso, as oportunidades de investimento.

Acordos existentes entre o Brasil e a Costa Rica estão relacionados, principalmente, à cooperação técnica. Os exemplos incluem acordos sobre a produção e uso de etanol, aviação civil, turismo e comércio exterior. A maioria dos acordos existentes visa a diversificação do comércio e a transferência de tecnologia no campo da bio-energia. Além disso, a Costa Rica, busca assessoria brasileira para a criação de um marco regulatório para as áreas de energia e TV digital.

Em 2010, Brasil e El Salvador assinaram quatro acordos de cooperação técnica relacionados a projetos que incluíam incentivos para mão de obra e criação de um centro de treinamento conjunto. Durante o mesmo período, o Brasil importou US$ 5,3 milhões de dólares em mercadorias provenientes de El Salvador e exportou US$ 183 milhões de dólares. Além dos acordos com o Brasil, El Salvador possui sete acordos comerciais bilaterais em vigor com países como Canadá, México e Estados Unidos, e tem um acordo em negociação com a União Européia.

A rede de Tratados Comerciais presente na América Central atrai investidores brasileiros que buscam uma plataforma de exportação para o mercado americano, além de contribuir para a geração de empregos e transferência de tecnologia para a região da América Central.  Os setores que mais atraem investidores brasileiros para a América Central são o têxtil e o setor de bio-energia. Isto se reflete nos acordos de cooperação técnica e nos investimentos substanciais que estão sendo realizados por grandes grupos empresariais em suas instalações na região.  Segundo a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas), os investimentos brasileiros na América Central estão focados em destilarias de  bio-combustível em conjunto com as fábricas de roupas e tecidos.

A região da América Central como um todo, tem mostrado sinais de recuperação e crescimento, mesmo com a crise econômica global. Como resultado, existe uma vasta de oportunidades de negócios em diversos ramos da indústria na região, incluindo combustíveis, infra-estrutura, energia, desenvolvimento social, educação, serviços, financiamentos e terceiro setor.

Fonte: BKBG Arias & Muñoz

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